Foto: Pixabay

Alerta aos pais: “Droga virtual” I-Doser verdade ou mito?

A droga se baseia em músicas, que supostamente produzem efeitos semelhantes aos das drogas

Tem circulado pelas redes sociais, vídeos de um jovem apresentando uma nova droga virtual, o I-Doser.

São vídeos de neuromúsicas, com ondas bi-naurais que ativam áreas do cérebro e supostamente produzem a mesma sensação de drogas como cocaína e maconha.

A utilização da droga tem sido incentivada pelo influenciador digital Johnathan Bastos.

Hoje eu vou ensinar para vocês como ficar “locão” sem droga e sem nada entorpecente, totalmente legalizado. Você só vai precisar de duas coisas: internet e YouTube – afirma o influenciador Johnathan Bastos.

Embora pareça algo bom, ao relatar que você estará totalmente legalizado, e que você não precisará utilizar nada entorpecente, se de fato a droga causar dependência, ela terá o mesmo efeito devastador de uma droga como qualquer outra em sua vida.

A psicanalista Sandra Regina alerta para os perigos

A psicanalista especialista em Neuromarketing Sandra Regina da Luz Inácio alertou para os perigos da droga.

O site boatos.org trata vício e overdose como boato

O site boatos.org trata o vício e overdose da droga virtual como boato, e informa que de fato o programa existe e que foi lançado em 2005, pelo especialista em psicologia de áudio e música Nick Ashton.

Nick utiliza a técnica das ondas binaurais. A técnica é antiga e foi descrita pela primeira vez pelo físico alemão Heinrich Dove, em 1839.

Uma matéria veiculada no site boatos.org, relata experiência realizada nos Estados Unidos em 2010, por uma médica e professora que chegou a realizar testes com pessoas durante a utilização do I-Doser.

O estudo com 4 pessoas demonstrou que o programa de computador não foi capaz de alterar as ondas cerebrais dos jovens. Ainda em 2010, o diretor de audiologia diagnóstica do Hospital Infantil de Boston concedeu uma entrevista onde afirmou que a técnica das ondas binaurais apenas causa uma pequena confusão com a percepção do som. Entretanto, ela não é capaz de alterar as percepções reais do corpo humano.

É importante lembrar que todos os estudos apresentados no site boatos.org são antigos, um do ano de 2007, e os outros do ano de 2010, todos possuem mais de 10 anos, e podem estar desatualizados.

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