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Atual Deputada e Ex ministra da Finlândia pode ser presa por citar texto da bíblia sobre gays

Ex ministra da Finlândia pode ser presa por citar texto da bíblia sobre gays

Paivi Rasanen, uma deputada finlandesa democrata cristã e ex-ministra do Interior, foi a julgamento, esta segunda-feira (24/01/2022), devido a comentários feitos em que descrevia a homossexualidade como um distúrbio de desenvolvimento e um pecado.

O tribunal distrital de Helsinque também vai decidir se citar a Bíblia pode ser considerado um crime na Finlândia.

Paivi Rasanen é médica e deputada do partido democrata cristã desde 1995, e decidiu crer no que a bíblia diz firmemente e sofrer qualquer tipo de perseguição sem voltar atrás. 

Em 2004 escreveu que esta orientação sexual era – “um distúrbio do desenvolvimento” – e em 2019 afirmou ser “uma vergonha e um pecado” .

No artigo de 2004, Rasanen afirmou que as evidências científicas provavam inegavelmente que a homossexualidade é um distúrbio no desenvolvimento de uma pessoa e sugeriu que os relacionamentos gay no início da vida poderiam levar ao abuso sexual por homens adultos.

Já no seu comentário de 2019, no Twitter, questionou a decisão da igreja evangélica luterana finlandesa de fazer uma parceria com uma associação de direitos LGBTI para organizar um evento do Orgulho LGBTI e publicou uma fotografia da Bíblia com o texto de Romanos 1,24.

Além disto, num programa transmitido pela estação de rádio pública finlandesa Yle, em 2019, Rasanen descreveu a homossexualidade como uma forma de “degeneração genética”.

Em sua defesa, Päivi Räsänen disse que apenas se manifestou com base em sua fé cristã.

– Não me considero culpada de ameaçar, caluniar ou insultar qualquer grupo de pessoas. Tudo isso é baseado nos ensinamentos da Bíblia sobre casamento e sexualidade – disse ela à emissora finlandesa Yle.

A deputada também negou qualquer irregularidade e disse que as acusações contra ela eram infundadas. “Sinto uma grande responsabilidade porque estou ciente que este caso é histórico para a liberdade de expressão e liberdade de religião”, disse a deputada à Reuters num e-mail antes do julgamento

A acusação defende que a deputada deve ser multada pelas alegações feitas tanto online como na rádio e a emissora pública condenada a remover partes do programa de rádio em que são feitas afirmações ofensivas.

Ainda não existe uma data para a decisão do tribunal.

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